Quem nunca se sentiu deslocado?
Não é a pior coisa que poderíamos sentir no mundo? E, não, eu não estou falando de ser colocado do lado exterior de alguma coisa, mas sim de não se sentir parte integrante de um grupo em que todos acham que você está incluído. E, em teoria, deveria estar mesmo.
Todo mundo já se sentiu assim, pelo menos uma vez na vida, e é a coisa mais normal do mundo, mas... Se é tão normal, por que não nos conformamos com isso? Nós nos contentamos com tanta coisa ao longo do nosso cotidiano entediante. Ou, em um caso mais extremo, talvez devessem ter inventado algum remédio para nos dopar de nossos próprios sentimentos angustiantes. Afinal, sentir-se deslocado é um tipo de mal-estar...
Aliás, por que você vai à farmácia comprar remédio para dor de barriga e não para dor de cotovelo? Ou, melhor, por que nós somos tão estupidamente dependente dessas drogas do dia a dia? Todas essas nas quais somos viciados, como remédios, pílulas, álcool, cigarros, internet, amor, atenção, dinheiro... Espera, esse último faz com que esse discurso soe muito socialista ou dá para seguir assim mesmo?
Com todo respeito aos socialistas, eu não quis soar desse jeito, porque a verdade é que essa discussão de organização econômica se vê em qualquer lugar e, talvez, isso tudo só esteja se referindo a coisas que as pessoas não discutem sobre: elas mesmas. Ou o que elas sentem. Ou em que são viciadas.
A teoria nisso tudo é que não se tem uma teoria. Apenas a constatação de que não existe "reabilitação" para apaixonados, ambiciosos ou viciados em trabalhos. Talvez, a maioria de nós não sinta a necessidade de se curar de seus desejos loucos e apenas siga com eles, porque, de fato, sem as nossas vontades, quem seríamos nós?
Mas se nossa ambição faz de nós tão viciados quanto um dependente químico e, mesmo assim, nós continuamos alimentando e cultivando-as ardente e esperançosamente, por que nós não somos considerados ilegais por nós mesmos?
Talvez surja estranheza por eu simplesmente não responder as perguntas do início e apenas seguir criando outras, que, em nada, se encaixam no padrão do texto, mas, talvez não seguir uma linha de raciocínio muito comum seja o meu inesperado vício.
E é exatamente por isso que eu não estou a costumada a fazer parte de grupos.
Todo mundo já se sentiu assim, pelo menos uma vez na vida, e é a coisa mais normal do mundo, mas... Se é tão normal, por que não nos conformamos com isso? Nós nos contentamos com tanta coisa ao longo do nosso cotidiano entediante. Ou, em um caso mais extremo, talvez devessem ter inventado algum remédio para nos dopar de nossos próprios sentimentos angustiantes. Afinal, sentir-se deslocado é um tipo de mal-estar...
Aliás, por que você vai à farmácia comprar remédio para dor de barriga e não para dor de cotovelo? Ou, melhor, por que nós somos tão estupidamente dependente dessas drogas do dia a dia? Todas essas nas quais somos viciados, como remédios, pílulas, álcool, cigarros, internet, amor, atenção, dinheiro... Espera, esse último faz com que esse discurso soe muito socialista ou dá para seguir assim mesmo?
Com todo respeito aos socialistas, eu não quis soar desse jeito, porque a verdade é que essa discussão de organização econômica se vê em qualquer lugar e, talvez, isso tudo só esteja se referindo a coisas que as pessoas não discutem sobre: elas mesmas. Ou o que elas sentem. Ou em que são viciadas.
A teoria nisso tudo é que não se tem uma teoria. Apenas a constatação de que não existe "reabilitação" para apaixonados, ambiciosos ou viciados em trabalhos. Talvez, a maioria de nós não sinta a necessidade de se curar de seus desejos loucos e apenas siga com eles, porque, de fato, sem as nossas vontades, quem seríamos nós?
Mas se nossa ambição faz de nós tão viciados quanto um dependente químico e, mesmo assim, nós continuamos alimentando e cultivando-as ardente e esperançosamente, por que nós não somos considerados ilegais por nós mesmos?
Talvez surja estranheza por eu simplesmente não responder as perguntas do início e apenas seguir criando outras, que, em nada, se encaixam no padrão do texto, mas, talvez não seguir uma linha de raciocínio muito comum seja o meu inesperado vício.
E é exatamente por isso que eu não estou a costumada a fazer parte de grupos.
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